Colégio Lebiste aplica prova do Pisa e resultado é acima da média nacional

Um artigo publicado pela Folha de São Paulo no início de setembro trouxe à tona uma discussão a respeito da dificuldade que alunos brasileiros têm em Matemática e como isso reflete nos cursos de Engenharia do país. Resultados do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) 2009 apontam o déficit na disciplina.

Segundo os autores do material, Fernando Paixão e Marcelo Knobel, da Unicamp, abrir mais vagas de Engenharia não adianta, uma vez que os alunos têm limitações. “A maioria não tem habilidades mínimas em Matemática. O resultado é a evasão dos cursos”, dizem no artigo.

A Austrália tem 38,1% dos seus alunos no nível quatro ou superior na avaliação de Matemática do Pisa; o Canadá, 43,3%; a Coreia do Sul, 51,8%. O Brasil tem 3,8%. De acordo, ainda, com Paixão e Knobel, esses países têm proporcionalmente pelo menos dez vezes mais alunos aptos para as áreas de exatas e tecnológicas.  Mesmo com uma população bem menor, a Coreia pode formar muito mais engenheiros do que nós.

Entendendo a relevância do assunto, o Colégio Lebiste aplicou a prova do Pisa, destinada a estudantes com 15 anos de idades, não só para seus alunos do Ensino Médio, mas também para o Ensino Fundamental. O resultado foi bastante imponente.

A média de todas as turmas da escola ficou em 86% de acertos no nível 1 de dificuldade, 57% no nível 2, 100% no nível 3, 100% no nível 4, 80% no nível 5 e 48% no nível 6, que contém as questões mais complexas.

As questões do nível 3 e 4 ganham destaque. Mesmo com alta dificuldade, os alunos acertaram todas as questões. O nível cinco exige ainda mais e, ainda assim, conseguiram 80% de acertos. “O resultado está muito acima da média nacional”, diz o coordenador Fabiano. “Estamos satisfeitos e motivados a continuar contribuindo para a melhora do ensino no país”, conclui.

“Propomos esse desafio para avaliar os alunos, mas também para saber se estamos no caminho certo do ensino da disciplina. Certamente, estamos formando concorrentes à altura de grandes vestibulares e de grandes carreiras que exigem bom conhecimento em Matemática, como a Engenharia”, acrescenta o diretor Luiz Paulino.


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